fabricação de OPME

Fluxograma: passo a passo para um processo de fabricação de OPME eficiente

Para trabalhar com OPMEs, é preciso dar uma atenção especial a todo o processo que elas estejam envolvidas. Desde a identificação da necessidade até a fabricação desses materiais, é fundamental acompanhar de perto cada etapa e garantir sua eficiência. Mas, antes de nos aprofundarmos no passo a passo para o processo de fabricação de OPME, vamos entender do que se tratam.



O que são OPMEs

OPME é uma sigla que corresponde a nomenclatura de Órteses, Próteses e Materiais Especiais usada normalmente por profissionais da área da saúde e por empresas que trabalham diretamente com esses produtos.

Esses materiais costumam ser usados em pacientes que, após constatação por diagnóstico, necessitam de intervenções médicas.

Acompanhe abaixo a funcionalidade de cada um desses materiais de saúde:

Funcionalidades das OPMEs

Órteses

São materiais conhecidos por oferecerem uma estrutura permanente ou não que pode substituir as funções realizadas por um membro, seja órgão ou tecido do corpo humano, sem necessidade de intervenção cirúrgica. Para isso, sua usabilidade necessita que seja acoplada ao corpo do paciente, oferecendo facilidade tanto na colocação quanto na remoção.

Próteses

As próteses também são conhecidas por serem materiais ou estruturas permanentes ou não, assim como as órteses. O que as diferenciam é que as próteses podem substituir completamente um membro, um órgão ou um tecido do corpo humano. Normalmente são usadas em casos de acidentes, principalmente os que culminam em amputação, em que a falta do membro impacta muito na qualidade de vida do paciente. Seu uso permite o retorno às atividades do dia a dia.

Materiais especiais

Os materiais especiais são caracterizados por todos os insumos que dão suporte ao tratamento prescrito. Podem ser implantados ou não, mas de qualquer forma são limitados ao uso individual. Um dos materiais bastante utilizados é o cateter, conhecido em procedimentos cardiovasculares.

Como pudemos observar, as OPMEs têm grande importância nos tratamentos dos pacientes e, por serem materiais diretamente relacionados à saúde, exigem muitos cuidados e testes ao longo do seu processo.

Para garantir o padrão de qualidade exigido, foram criados programas que regulamentam e controlam o setor que lida com o desenvolvimento desses materiais e com a introdução deles na rotina dos pacientes.

Então, dentro do processo de fabricação de OPME e de distribuição, como no caso dos hospitais, foi necessário implementar rigorosas verificações da gestão de OPMEs, assegurando fatores como:

– Segurança do paciente;

– Eficiência das pessoas envolvidos nos processos e práticas operacionais;

– Redução de desperdício;

– Garantia de experiência e conhecimento aos colaboradores envolvidos;

– Bom custo-benefício para as aquisições;

– Relacionamentos eficazes com os fornecedores;

– Confiança do público;

– Monitoramento e controle do estoque;

– Disponibilidade dos itens quando necessário.

Saiba se o manuseio e gestão de OPMEs em sua distribuidora é seguro

É preciso estar atento a todos esses itens, pois o não cumprimento de uma das cláusulas das verificações pode resultar na remoção da homologação que garante os direitos à instituição para manipular órteses, próteses e materiais especiais (OPMEs).

Para checar todos os detalhes em cada etapa do processo e reduzir as falhas de gestão das OPMEs, é interessante seguir um fluxograma com o passo a passo que envolve todo o processo de fabricação e distribuição desses materiais.

O processo de OPME é um tanto quanto crítico, começando pela definição dos materiais que são indicados para a intervenção. Depois disso, temos a burocracia exigidas pelos processos administrativos, envolvendo também orçamentos e autorizações, pelas ações assistenciais de solicitação, recebimento, preparo e até o final do ciclo, com a utilização dos insumos e o seu descarte.

Por todos esses motivos é que o processo que envolve as OPMEs deve estar bem definido, com as informações claras e adequadas, visando atender às necessidades dos pacientes e demais envolvidos no processo.

O que precisa conter em um fluxograma para processo de fabricação de OPME

Ao descrevermos um fluxograma básico sobre o processo de fabricação de OPME (órteses, próteses e materiais especiais), contendo todas as informações desde a produção até a sua distribuição, observamos as seguintes etapas:

Microfusão ou forjamento

É uma etapa a qual ocorre após a identificação da necessidade de produção dos materiais.

Tratamento superficial

O momento em que os produtos recebem suas características básicas.

Revestimento

É a etapa em que é aplicada a proteção básica às peças fabricadas.

Gravação a laser

Nesse momento o foco é esculpir e gravar as inscrições ou identificações específicas do produto.

Polimento e acabamento superficial

É quando o material passa a adquirir a aparência mais próxima do que se tem em mente no momento da aquisição.

Metrologia

Está relacionada à verificação e busca por eventuais falhas no processo, evitando que uma peça defeituosa passe adiante.

Esterilização

É a higienização mandatória para que os materiais possam ser implantados e utilizados sem riscos aos pacientes.

Embalagem

Precisa considerar a segurança para o transporte dos materiais e sua disposição no ponto de venda.

Os processos ligados à fabricação dos OPMEs automaticamente estão relacionados com o manuseio da matéria-prima. Os produtos finais passam por revestimento, esterilização e embalagem, passando por aprovação antes da sua distribuição e comercialização.

Buscando entender a crescente demanda de OPMEs, é comum que ocorram pesquisas de mercado para identificar possíveis falhas e, assim, apontando as melhorias necessárias no processo de fabricação de OPME. E um dos requisitos analisados é se os materiais chegam ao consumidor final com o registro da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Por isso, manter um fluxograma atualizado e que atenda às necessidades de todas as pessoas envolvidas no processo de fabricação de OPME auxilia na redução de falhas nas execuções, assim como na implantação de ações para redução do risco assistencial aos pacientes.

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