Instrumentador Cirúrgico: Aumentando a produtividade dos serviços

“Vamos entrar em campo” eis a frase que uma equipe cirúrgica adora ouvir. Algumas pessoas escolhem serem administradores, engenheiros, arquitetos, médicos e assim por diante, pois cada um busca para si próprio àquilo que lhe completa. Nós escolhemos ser instrumentadores cirúrgicos e estar ali presente desde o paciente mais compreensivo ao mais difícil de fazer entender, desde a cirurgia mais simples até a mais complexa.

Estamos ali, seja por horas ou minutos, sendo, normalmente, os primeiros a entrar em campo e os últimos a sair.

Nosso comprometimento vai muito além de montar a mesa cirúrgica e alcançar pinças ou segurar afastadores, nos comprometemos com a vida de quem está ali a nossa mercê, confiando que o cirurgião fará o seu melhor para garantir o sucesso do procedimento, porém isso não depende apenas dele. Depende também da atenção de quem o acompanha durante o ato, um instrumentador ágil, comprometido e atento ao procedimento, contribui para que tudo saia como planejado.

Conhecimento que o instrumentador cirúrgico tem sobre o instrumental

Como em qualquer outra profissão, na instrumentação conhecimento também faz a diferença. Não nos basta apenas saber o nome de cada instrumento, cada pinça, temos que saber para que aquilo é utilizado e como funciona. Um detalhe esquecido, um parafuso mal apertado, uma gaze ou compressa fora do lugar, é nossa obrigação informar à equipe que algo está errado para que as consequências desse erro não afetem o paciente.

Não importa em qual especialidade você atua, ou se até mesmo atua em todas tendo um conhecimento básico de todos os instrumentais, o importante é conhecer o material a ser utilizado no procedimento atual e ter domínio sobre ele, pois é dessa forma que conseguimos ganhar segundos e minutos que somados tornam-se horas cirúrgicas de vantagem, as quais possibilitam que outros pacientes recebam atendimento e dessa forma aumentamos a produtividade do serviço como um todo.

A pressão psicológica do instrumentador cirúrgico 

Saber separar o trabalho da vida pessoal é essencial para manter a integridade mental de qualquer profissional, seja ele da área da saúde ou não, porém quando se trata de cuidados aplicados em vidas humanas, à pressão psicológica suportada pelo profissional da saúde tem seus agravantes amplificados, pois todos nos cobram ou esperam algo de nós, e nós mesmos nos cobramos, nos policiamos, tentamos deixar de lado alguns costumes ou manias obtidos durante o percurso de aprendizagem e ganho de experiência até o presente momento.

Por vezes, temos dúvidas se contaminamos algo ou não e assim o substituímos, trocamos luvas, trocamos campos, solicitamos novos afastadores ou manoplas de iluminação, dentre outros. Substituímos muitas vezes ouvindo a circulante de sala reclamar por ter de buscar materiais novos, enfermeiro do centro cirúrgico reclamar dos gastos, o cirurgião reclamando do tempo que fora perdido, substituímos ouvindo a nossa consciência nos dizendo que era o certo a se fazer, pois amanhã poderemos ocupar o lugar do paciente e esperamos que o instrumentador que estiver em nosso lugar, na dúvida substitua tudo também.

Emoções no dia a dia do instrumentador cirúrgico

Em nossa rotina, gostar de lidar com pessoas é essencial, pois parte daí o respeito e a ética com o paciente exposto perante nós. Também é por gostar de lidar com pessoas e por querer fazer a diferença que entramos em campo, às vezes até mesmo após nosso horário de trabalho, sem ganhar nada em troca, o nada a que me refiro é ao reconhecimento monetário, pois o sentimento de gratidão que sentimos por podermos estar ali fazendo a diferença, ajudando a melhorar ou a salvar a vida de uma pessoa, não há remuneração que proporcione.

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