5 pecados que podem ser mortais para um responsável técnico

A legislação brasileira prevê que todo estabelecimento de saúde tenha um responsável técnico da área onde tal empresa atua, ser um Responsável Técnico (RT) é muito mais que apenas uma documentação, é designação jurídica de que se algo der errado com os produtos ou pacientes por ele ali assistido, este profissional será o primeiro a ser responsabilizado.

Com certeza para muitos atuar como responsável técnico é uma honra imensa e engrandecimento pessoal e profissional, mas isso pode se tornar um fardo. Sendo assim, é importante que se siga algumas dicas abaixo descritas!

Não se manter atualizado dentro das diligências da Anvisa

Não se manter atualizado dentro das diligências da Anvisa, e das legislações vigentes acarreta sempre problemas dos mais diversos a todos, ainda mais na área da saúde. O não cumprimento a elas pode gerar  desde notificações, multas e até mesmo responder criminalmente pelas ações, podendo até perder o exercício profissional do respectivo conselho ou ainda ter o estabelecimento lacrado pela Vigilância Sanitária local.

Desvalorizar o trabalho do colega

Quanto mais você desvalorizar ou desprezar os esforços e o talento de sua equipe, maior será sua desmotivação, seu desinteresse e aquilo que ele tem de melhor – o talento, a criatividade e o comprometimento – aos poucos deixarão de ser empregados na organização e para o bem da equipe, culminando em resultados ruins, fracos, aquém da meta.

A saída acaba sendo  sempre o desligamento do colaborador, aumentando a rotatividade da organização, pois a causa da desmotivação – a falta de reconhecimento e valorização do trabalho por parte do gestor – permanecerá na empresa. Outro aspecto é quando abordamos nosso colaborador com frases negativas, quase sempre na frente das
outras pessoas, mostrando a ele sua posição de inferior e nossa posição de superior. Frases como “quer um conselho” ou “deixa eu te dar uma dica” ou “deixa eu te explicar uma coisa” mandam um impulso ao cérebro que libera o hormônio do estresse, causado pela sensação de inferioridade frente a alguém que quer se mostrar superior. Quando adotamos este tipo de abordagem, estamos criando um bloqueio no colaborador pelo fato de se sentir ameaçado, acuado, menosprezado, e tal qual a falta de reconhecimento, a abordagem errada leva à perda do colaborador em curto espaço de tempo.  E todos que entendem o básico de gestão sabe que trocar de colaborador é algo caro, e gera despesas desnecessárias a empresa.

Não padronizar os processos

A não padronização de processos na saúde pode gerar diversos problemas como: gastos desnecessários com produtos e insumos desnecessários, perca da segurança do paciente, perca de tempo, métodos de trabalhos obsoletos, causa de iatrogenia, erro de diagnóstico, erro em resultados de exames. Enfim, uma infinidade que daria um artigo inteiro sobre o assunto, em maneira resumida significa, se não tenho processo padronizado, não tenho controle sobre a minha empresa e em todos os seus aspectos.

O papel do líder

O medo de delegar é uma barreira para o bom líder por várias razões. A primeira delas é que, ao continuar fazendo aquilo que fazem tão bem, permanecerão na zona de conforto e perderão oportunidades importantes para sua própria evolução.

Além disso, deixam de desempenhar as tarefas que realmente deveriam receber sua atenção prioritária, entre elas a de criar oportunidades de desenvolvimento para cada integrante da equipe. É preciso entender que delegar tarefas não quer dizer se desligar delas, mas abrir mão dos detalhes e deixar o profissional realizar as atividades da forma que ele achar melhor. Em outras palavras, delega-se a tarefa, não a responsabilidade. Enfim o maior problema é o
acúmulo e excesso de trabalho, deixando o RT de prestar atenção e gerar melhorias em pontos críticos fazendo tudo ao invés de delegar o que outro possa fazer em seu lugar.

Não ser exemplo para os demais

Não ser o exemplo pode ter consequências grave para um RT, mas o principal é a não confiança da equipe, uma equipe que não confia em seus gestor nunca desenvolverá todo o seu potencial, e este por sua vez nunca vai inspirar esses e isso acaba se tornando um ciclo vicioso, onde sempre ocorrerá o tipo de comentário como; “se ele não faz, porque eu tenho que fazer?”, e isso vai desmotivando a equipe e uma equipe desmotivada pode gerar prejuízos imensuráveis  a um empresa.

Portanto, é importante que um RT sempre esteja atento a todas as rotinas da empresa, acompanhando seu desenvolvimento e processos. Vale sempre salientar que a responsabilidade em saúde é algo muito sério, e ela é compartilhada, ou seja caso algo ocorra, toda a cadeia de produção, distribuição e cliente final (paciente) podem ser prejudicados. Lembre-se o RT, antes de atuar como tal, ele é um profissional da saúde e dessa forma é seu dever e obrigação garantida em juramento zelar pela vida humana.

 

 

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