Imagem de uma mão feminina utilizando uma calculadora, uma caneta e um caderno

Como fazer a gestão fiscal na área da saúde?

A gestão fiscal é uma peça central no tabuleiro da gestão em saúde.

Para qualquer empresa que deseja crescer, lidar com as questões tributárias é essencial.

Ao falarmos de gestão tributária ou fiscal estamos tocando em um assunto muito importante e que influencia, por exemplo, os resultados e a lucratividade das empresas de saúde.

Às vezes tão imersos em questões de legislação, gestores e gerentes deixam passar alguns princípios fundamentais da tributação, gerando pagamentos em excesso ou problemas com a Receita Federal.

Neste artigo, vamos apresentar para você a gestão fiscal, sua importância para a área de saúde e alguns passos simples para efetivar uma gestão verdadeiramente eficiente.

Se estava a procura de um material completo sobre o assunto para a área de saúde, leia este conteúdo até o fim.

Boa leitura!

O que é gestão fiscal?

A gestão fiscal é uma forma de empresas de saúde garantirem que as obrigações no recolhimento de tributos estão sendo cumpridas. A gestão fiscal também versa sobre emissão de documentos e pagamentos.

Toda empresa conta com tributos obrigatórios — definidos pela legislação e pelo regime tributário em que está enquadrada (lucro real, lucro presumido e simples nacional) —  e também tributos acessórios, ou seja, que não precisam ser obrigatoriamente pagos.

Uma eficiente gestão fiscal consegue identificar todos esses tributos e avaliar o estado da empresa, criando caminhos para regularização, em casos onde é identificado problemas.

Por que é importante fazer a gestão fiscal na área da saúde?

A gestão fiscal está diretamente relacionada à saúde financeira de uma empresa.

Ao ignorar esse importante elemento, empresas de todos os nichos — inclusive de saúde — podem acabar caminhando para problemas fiscais que vão impactar o funcionamento da instituição.

Um estudo de alguns anos mostra que 87% das empresas contam com problemas fiscais. Esse número é muito grande e perigoso.

A falta de gestão fiscal na área de saúde pode levar a:

  • recolhimento de imposto acima do necessário e consequente diminuição da lucratividade;
  • multa por atraso de impostos e envios de declarações;
  • auto de Infração e imposição de multa por irregularidades em operações tributárias (AIIM).

Como a carga tributária afeta as empresas de saúde?

A carga tributária está associada à lucratividade das empresas de saúde.

O Brasil é um dos países que têm as maiores cargas tributárias do mundo. E o grande problema é que não existe um “imposto único”.

A variedade de impostos é tão grande que a maioria das empresas precisa contratar alguém só para identificar tais impostos.

Não administrar essa questão é causa, inclusive, de fechamento de empresas. Muitos negócios fecham as portas por não suportarem lidar com a carga tributária.

Por isso é importar fazer a correta gestão da tributação. Esse é um trabalho para contadores e pessoas especializadas no assunto.

Há, no entanto, sistemas e softwares que podem ajudar nessa tarefa, como os ERPs em saúde.

Como fazer uma gestão fiscal efetiva

Contratar um profissional para fazer a gestão fiscal sempre é a melhor opção. No entanto, existem algumas dicas que podem facilitar esse trabalho.

A primeira coisa a ser feita é entender o funcionamento do sistema tributário brasileiro e, depois disso, verificar as particularidades do seu estado e município.

Como ponto de partida, vale ressaltar que existem três modelos de tributação possíveis para empresa. Nós já os citamos, mas agora vale a pena explicarmos. Confira:

  • lucro real: para empresas com faturamento maior que R$ 78 milhões por ano. O imposto é calculado a partir do lucro efetivo da empresa;
  • lucro presumido: para empresas com faturamento inferior a R$ 78 milhões por ano. O imposto é calculado pela Receita Federal a partir de uma estimativa do lucro da instituição, recolhido através do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e da Contribuição Social Sobre Lucro Líquido;
  • simples nacional: para microempresas e empresas de pequeno porte, que são assim consideradas caso tenham até R$ 3,6 milhões de receita bruta por ano. O recolhimento é feito pelo Documento de Arrecadação do Simples.

Confira, a seguir, 3 passos simples para fazer a gestão fiscal:

1. Realize um planejamento fiscal e tributário

O primeiro passo é realizar um planejamento fiscal e tributário, ou seja, identificar todos os impostos devidos no momento e que serão devidos nos próximos meses.

De forma resumida, é explicitar tudo o que é e será devido ao Fisco a partir do seu modelo de tributação.

Também coloque como ponto de atenção a constante reavaliação do modelo de tributação. Com mudanças no faturamento ou na lucratividade da sua empresa de saúde, a forma de tributação também pode ser alterada.

2. Controle as entradas e saídas

Dar atenção ao fluxo de caixa também é uma tarefa essencial para empresas de saúde.

Isso significa registrar todas as despesas e receitas, organizando isso de forma acessível à gestão e ao conselho fiscal.

Dessa forma os processos de declaração serão facilitados, mas também a saúde financeira será mais facilmente preservada.

3. Organize as notas fiscais

Ainda como complemento ao passo anterior, é muito importante guardar e organizar as notas fiscais.

As pessoas jurídicas e, portanto, as instituições de saúde, são obrigadas a emitir notas fiscais.

Essa é uma forma que o Estado encontrou de mapear os gastos e evitar sonegação de impostos.

Pela lei, as empresas precisam guardar as notas fiscais por um período de 5 anos. Caso os órgãos competentes solicitem notas fiscais e a empresa não as apresente, uma multa pode ser aplicada.

Por que usar um ERP na gestão fiscal?

Para ajudar na gestão fiscal de empresas de saúde, um ERP é mais que essencial.

Através desses softwares, é possível contar com recursos como automatização de impostos e auxílio no controle de caixa, bem como integrar a emissão de notas fiscais.

Uma atenção especial deve ser dada neste ponto: ERPs comuns podem não contar com todas as funcionalidades que as empresas de saúde precisam. Isso porque há uma série de exigências de gestão da qualidade em saúde e legislações particulares que não são cobertas por sistemas comuns.

Conclusão

A Visto Sistemas oferece um ERP completo para empresas da área de saúde, com recursos que extrapolam aqueles presentes em outros sistemas tradicionais, fazendo com que as empresas médicas consigam atender todas as exigências do setor.

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