Indústria Farmacêutica

Quais os principais desafios da Indústria Farmacêutica no Brasil?

O ramo de medicamentos em âmbito nacional possui variantes consideráveis no que se refere à eficácia de procedimentos que otimizam o desempenho de seus recursos, desde etapas básicas até a recepção pelo consumidor final.

Porém, a dependência externa na qual o Brasil vive, em relação à sua produtividade, custos, geração de empregos e logística – interferindo de modo especial na indústria de genéricos -, é um fator que necessita ser revertido. O cenário atual da fabricação de remédios mostra avanços em tecnologia, conhecimento e inovação, ainda que possua obstáculos a serem sanados para que se atinja o patamar idealizado ao país.

Perspectivas e desafios do mercado

No que diz respeito às áreas de criatividade e informação, a preocupação com o vencimento de patentes, em escala mundial e à longo prazo, é de que tal aspecto possa estagnar a competitividade e desempenho do mercado. De acordo com estudiosos e pesquisadores, a estimativa é da perda de bilhões de dólares em questão de alguns anos, caso determinada indústria farmacêutica não tenha mais direitos sobre um produto registrado.

Já quando o assunto é a dificuldade de progressão inventiva, a aplicação de recursos para conceitos originais, fitomedicamentos ou ainda o aproveitamento de fármacos anteriores, a fim de serem descobertas novas soluções medicativas, é vista com utilidade altamente proveitosa. O comprometimento intelectivo também se dá como uma das diretrizes fundamentais às perspectivas deste nicho, já que a permanente atenção relacionada ao emprego do conhecimento pode ser a chave para um sucesso evolutivo.

Por tal motivo, a precisão em resgatar os hábitos de busca por atualização, seja em materiais, equipamentos ou mecanismos de procedência, se faz urgente. Investimentos aliados aos campos docente e discente, em que há colaboração mútua entre fábricas e instituições de ensino, são possibilidades disponíveis para a formação – ou aperfeiçoamento – de profissionais transformadores no campo terapêutico. A indiscutível relevância das patentes também é pauta de debate como uma alternativa de propagação mundial para indústrias farmoquímicas brasileiras, onde sua identidade pode ser reconhecida em larga escala, ampliando assim seu poder de competitividade.

Crescimento na área de genéricos hoje

A crescente obtida através da venda de genéricos no primeiro semestre deste ano serve como um indicador ao setor, uma vez que devido à crise econômica, o consumidor busca por medicamentos de baixo custo. Segundo informações obtidas através da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos), em agosto/17 houve uma alavanca de quase 16% em relação ao mesmo mês no ano passado – ou seja, foram comercializados 112,7 milhões de produtos.

O aumento efetivo da demanda por genéricos vem superando tendências das grandes empresas nacionais. Ainda no mês de agosto, as indústrias farmacêuticas tiveram melhora de 9,19% quando comparado anualmente. Sendo assim, concluiu-se a mensuração de genéricos com aproximadamente 32% no crescimento geral da área de medicamentos. Traduzindo em valores, a soma em vendas de agosto/17 fechou em R$663,4 milhões; enquanto a conta anual de genéricos chega a R$4,8 bilhões.

Política nacional de resíduos sólidos

O advento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), visa a gestão por meio da subtração na quantidade de resíduos destinados a depósitos de lixo e a integração comum da ideia de comprometimento sustentável; além da busca pelo monitoramento e orientação em tomadas de decisão administrativas, no que se refere a aspectos advindos de logística reversa.

A consequência de uma ampla diversidade na gama de elementos residuais é uma avaliação, sendo esta determinada conforme espécie e característica. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), é determinado na resolução RDC 306/2004 que substâncias perigosas podem estar presentes ou não em Resíduos Sólidos de Saúde, onde tais particularidades definem possíveis ameaças à natureza.

A classificação de resíduos obedece à seguinte hierarquia:

  1. Biológicos;
  2. Químicos;
  3. Radioativos;
  4. Comuns Recicláveis e Não Recicláveis;
  5. Perfurocortantes.

Dentre estes a atenção maior se volta aos resíduos químicos, já que grande parte dos resíduos farmacêuticos se encaixa nesta categoria. Como consequência, a distinção por tipologia auxilia no descarte acertado dos componentes rejeitados – no caso dos resíduos químicos, por exemplo, é recomendado que estes sejam incinerados e descartados longe de depósitos públicos de lixo.

Apesar das orientações transparentes voltadas às indústrias de medicamentos, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) não indica de que modo deve ser feito o descarte por parte do consumidor final, uma vez que este o usuário fará tal procedimento longe do alcance das empresas. É, portanto, somente apontado pela legislação que práticas de comprometimento sustentável devem ser tomadas.
O intuito do comprometimento sustentável corresponde ao ato de impulsionar conexões entre todos os envolvidos no processo mercadológico e de aplicar as práticas para o descarte acertado de resíduos. É necessário que as fábricas se estruturem para a aplicação das mais recentes exigências delimitadas pelo órgão, seja no que se refere à distribuição reversa ou ao aperfeiçoamento de cápsulas e embalagens.

Tendência de produção sustentável

As práticas sustentáveis, de modo particular no que atinge o mercado farmacêutico, devem impactar nos negócios significativamente. Existe uma tendência consistente voltada a remédios produzidos através de mecanismos biotecnológicos constantemente mais prósperos, com a evolução no nível de tipologia para diversos elementos. Esta possibilidade significa uma ocasião favorável para que medicamentos habituais sejam produzidos em maior escala e a custos menores por nações emergentes, como Índia e China.
Sendo assim, tal perspectiva fornece ao Brasil a possibilidade de contar com uma proporção maior para o desenvolvimento regional e distribuição mundial, já que a competitividade brasileira na área de biotecnológicos é reduzida – não significando que deva ser deixada à margem. Porém, não é correto ou mesmo saudável nutrir a esperança de que se pode, por exemplo, liderar este nicho. A solução define-se em utilizar a ocasião favorável mais acertada e monitorar o crescimento deste mercado que possui grande potencial.

Sobre a Visto

A Visto Sistemas é especializada em softwares que podem auxiliar empresas do ramo de saúde no cumprimento de normas pontuais e obrigatórias, sendo estas empregadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Tais ferramentas administrativas permitem aprimorar e facilitar a operacionalização de etapas singulares, como armazenamento e distribuição de produtos, minimizando assim possíveis falhas quanto a exigências legislativas.

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